Me tira daqui!
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
De repende do ponto que tu olhas, do outro lado do muro, tu não consegues ver que estás, também, sem a proteção do vento gelado.
De repente tu vai ter o braço gélido, tal qual o meu, mas vai me negar um abraço, porque estás bem assim.
É assim que andas, mas é assim que te distancias.
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
/*
Desertam-se, por si só, e levam uma parte de mim.
Contabilizo como perda e a última -entre todas- ocorrerá tão breve a próxima torne a ocorrer, em instantes de tempo razoáveis, dispostos talvez entre frações de segundo.
Destino, dado ao pouco ou talvez nenhum crédito que se tem como interface entre seu interior e o ser alheio.
Segue, até a luz tornar a acender.
*/
terça-feira, 25 de março de 2008
Folgou, rodou.
O ambiente criado poderia até mesmo ser determinado como comum, não fosse a possibilidade de alteração deste pelo seu mestre a qualquer instante, causando impacto tão brusco quanto um furacão o faria em casas com pouca estrutura. Os olhos, os sentimentos, as esperanças, tudo poderá ser previsto, tudo poderá ser criado, tudo poderá ser adequado à ti, nobre modelador de vidas, ser determinante de sorrisos e lágrimas.
Não se perde o controle da criação, embora isso fosse preferível, de modo que abstrairia a necessidade de decidir pelo caminho a ser tomado quando a escuridão toma conta dos metros a serem percorridos diante de ti.
O ambiente criado, agora traz à tona, além dos seus desejos e anseios, os ambientes criados pelos seres constantes neles, com seus monstros, que, tão hábeis quanto os por ti criado, derrubam como se fossem paredes as situações outrora modeladas.
Você não perdeu, apenas deixou de vencer.
Os sentimentos criado em seu ambiente ainda existem, haja visto que não se vão, apenas deixa-se de sentí-los, e agora cabe a ti aceitar que eles também poderão ser falsamente sentidos, por pura comodidade de relacionamento, entre todos os monstros criados no seu mundo.
sábado, 13 de outubro de 2007
Resta saber o que está escondido, o que se espera ou o que lhe aflige.
Queria você aqui...
quinta-feira, 11 de outubro de 2007
Inutilidade.
Vou esperar a tempestade vir, tão forte quanto possa ser, assim vou saber onde existe o verdadeiro telhado pra me abrigar. E com o tempo passando, vou esperar os tempos ruins indicarem com quem eu posso contar nas fases tenebrosas, talvez perca tempo esperando, talvez ganhe confiança podendo determinar quem vai seguir ao meu lado, talvez precise de tanto tempo que me coloque em dúvida se vou conseguir chegar a uma conclusão. A realidade é triste, o mundo não coopera e a força pra lutar a gente busca no sentimento mais forte que pode existir, o amor.
Próprio, compartilhado, familiar, das amizades... Sim, ele existe, ao seu jeito, ao seu modo de ser exposto. Todos os dias temos pelo menos 14 horas que podemos mudar tudo, ser sincero, ser omisso, dizer o quanto se gosta de alguém ou omitir isso, lembrar o quanto seus amigos são especiais ou mesmo dos tempos passados e do quanto foram bons esses momentos, infinitas possibilidades, podemos dar um novo rumo, alterar o atual, otimizar o que vem dando certo...
/*
Se você fosse importante MESMO eu poderia fazer qualquer coisa,
Eu poderia oferecer flores, com o intuito de mostrar o que sinto e a importância que você tem,
Poderia oferecer versos, mostrando em singelas combinações um pouco do que ocorre do lado de cá,
Poderia usar das minhas habilidades pra desenhar algo que fizesse você feliz,
Poderia te lembrar todo dia de suas qualidades,
Poderia te oferecer um abraço, pra você desabafar e compartilhar o que te incomoda,
Poderia te dizer que você pode sempre contar comigo,
Poderia te fazer cansar de rir contando o cotidiano e as cretinices que ele proporciona,
Poderia te chamar pra sair, sem um local a ir apenas pra conversar e falar bobagens,
Poderia te ajudar, buscando ser o mais comprometido dos conselheiros, pro assunto que fosse,
Poderia te confundir, colocando as hipóteses mais remotas nas suas decisões,
Ah, se poderia... E posso, só depende de você.
*/